Eu gosto
De palavras desnecessárias
Ações descabidas
Histórias remoídas
Paixões fugazes
do brilho eterno de uma mente
Sem lembranças.
Não suporto
Quando sigo na direção contraria
Situações não resolvidas
Conversas desentendidas
Olhares sagazes
de quem tem a mente vazia.
Viverei: de todas as vidas uma solitária
Sofrimento de despedidas
Do adeus de quem esta de partida
Até de quem não conheço
Pois ao menos um adeus, mereço.
Dos brilhos
quero o das estrelas
Puro belo e finito
Em uma morte lenta, caído
sem deixar saudades
Sem deixar marcas
De uma beleza
A da lua.
Linda, branca, nua e crua.
Assistindo ao mundo
sem vida, na sua.
De um modo de vida, quero o da pedra
quieta, imóvel, no rio ou no mar
que se deixa levar e se aquieta sozinha, no mesmo lugar.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
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