sexta-feira, 30 de março de 2012

-Prefiro você bêbado.
-Prefiro você nua.
-Todas dizem isso.
-*dos -Não, das.
-Para quem?
-Ah, nada, esquece. Você bêbado entenderia.
-Eu bêbado te pegaria.
-Ou não.
-Por quê?
-Sei lá, talvez eu não queira.
-Impossível. Todo Mundo me quer.
-Mais uma prova de que não sou Todo Mundo, e sim um reflexo dele.
Entre as pernas de maria
Todos querem apertar
Mesmo que seja só
Com a ponta dos dedos tocar

Entre as pernas de maria
todos querem entrever
Seja um futuro na certa
Ou para o desejo bater

Entre as pernas de maria
É tudo tão interessante
Por isso a todo instante
Há essa curiosidade incessante

Bonitos joelhos esses de maria, não?
Sentar, um café e apreciar lendo mentiras. Nada me da mais satisfação. Gosto de olhar em volta e ver ps sussurros amedrontados: "Um livro".
Sim sim é um livro, muito bem disfarçado e disfarçante, com um livro estrategicamente apontado em linha nasal se pode olhar o que bem entender sem receber nenhuma acusação de descaramento.
Aceita um pouco de leite na sua dose de hipocrisia? Me irritam pessoas que não fazem o que dizem e não dizem o que fazem, então vamos adultear por aí ignorando o mundo com o Monstro Dos Olhos Verdes invadindo o telespectador.
Sabe o que combina com você? Não, não sou eu. Um grampeador, para sair menos mentiras da tua boca.
Então, vou voltar a ler suas mentiras. -n
Sua desgraça
Minha Conquista

olhar Conversa Beijo Mãos Sexo. Universidade Sexo. Escola Dar a mão Ficar Beijar Sair Namorar Sexo. Amizade Interesse Mútuo Olhares Carícias Sexo Visita quarto Cama Sexo. Hospital Não preciso explicar Tem como. Nexo Nós agora...Sexo?

E tudo isso só para mostrar que não final a porra toda acaba sexo.
De tudo dessa história
Me basta o que está na memória
Não necessito de registros
Do que não chegou a acontecer
Não quero lembranças da linfa derramada
Que jorra do meu ego na forte punhalada
Que nem ao menos entendi como ocorreu
Que seja mel e flua
Da doçura dos lábios teus
Para a frieza dos meus

Que seja fogo ardente
E se extingua docemente
Numa cama ao céu poente

Que seja a liberdade
De fazer o que se tem vontade
Mesmo que turistando nos braços meus

E que seja a confiança
De contar suas lembranças

Bem, a esta curiosa criatura.
Talvez eu goste de você
Talvez eu goste de como sua mente funciona
Talvez você só não veja que também quero ver a reação entre...
Pense nisso
Teus lábios me trouxeram a paz que a fluidez de outrem me tirara.
Mas tua língua me trouxe a ideia que antes ignorara.
Só digo: Me aguardem.
O cego é quem vê melhor por não se deixar influenciar pelas aparências. Por melhor que o ser humano tente ver além e ignorar o óbvio esse possibilidade não existe realmente.
Pois os seios fartos atraem o olhar. Juro que tento ignorar a lascívia que ouço em tua voz e o farto aconchego que carregas, mas não sou capaz de te ver somente por si só.
Ou talvez consiga e ignore. Pois seriam as palavras que penso quando vejo sua alma além de suas mãos.
Palavras indelicadas que saem da boca de um corpo são.
Rosto de um anjo em corpo de mulher.
Mas com intenções dignas de Baal.
E olha que quem diz é um ateu.
Do céu ao inferno você me levou
Por 3 dias e 3 noites
E no deserto fiquei
Esperando o regresso de tua visão

Agora sinto que minha espera não é em vão
Porque mesmo com a confusão que causei
Te sinto perto como jamais notei

Talvez seja um mero fruto da minha imaginação
Terei então sabido que brinquei

Com teu corpo e tua alma, mas não tanto quanto tentei

segunda-feira, 26 de março de 2012

Não há segredo mais bem guardado
Do que o de quem sofre calado
Sem com os seus partilhar a dor
Com que conviveu em profundo torpor

Se a lua por acaso dado
De se apiedar de um filho seu
Não me farei de rogado
E dormirei como quem já morreu

Na noite não há controle
Quando em uma mente aberta
Pulpitam em valorosos fulgores
O sofrimento atroz de um poeta

E se no copo já não encontro
O alento de esquecer
Vou embora porta adentro
Junto ao teu corpo me aquecer

Não me julgue fulgaz interesseiro
Que se adentra por tuas cobertas
É verdade que no meu sorriso arteiro
Se esconde uma alma inquieta

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dias de chuva são ótimos para arrumar um quarto de quinta categoria, e fumar olhando pra janela com um livro do Poe no colo, um copo de whisky na mão, e uma mulher na cama.
Fato.
Se um dia você olhar em meus olhos e não enchergar mais seu reflexo
É porque deixei de notar sua existência.

terça-feira, 20 de março de 2012

Um e outro

Um para minha vida
Enquanto o outro me ressucita
As palavras de um me marcam e ferem
As do outro são mel na ferida
Um mataria por mim
Outro morreria por
Um eu mataria por
Outro eu morreria
Um me perde

Outro me encontra
Um me impele
Outro me apronta
Um não sei viver sem

Outro não vive sem mim
O que quero me espera com o futuro
O outro é meu princípio, meu meio,
Meu fim.
Sabe como se desliga uma lâmpada?
Apertando e forçando onde a acende.
A mente das pessoas segue a mesma lógica.
Eleições é algo tão complexo.
Escolhendo votar em branco, você não se importa com seu país.
Se você escolhe um candidato você fode ele.
Whisky pode até ser cachorro engarrafado.
Mas vodka é um canil inteiro.
Se você for idiota o suficiente para perguntar, eu serei estúpido suficiente para responder.
Cálice, você me aborrece.
É impressionante quando você para na vida e percebe que o sangue nas suas mãos não é só seu. Porque sua volúpia gananciosa o fez arrastar um sem conta de indivíduos, para um abismo solitário onde te acompanham com cânticos entorpecidos.
E quando você percebe que nada do que foi feito foi algo além de barulheira escandalosa de um bebê que exige por atenção.
Pois você sabe que todas as partes que valiam a pena em sua vida são o sangue em suas mãos.
São relacionamentos, sonhos e amizades, que você assassinou sem piedade, buscando uma utópica ilusão.
Como um cachorro que corre atrás da própria cauda, esqueceu que no início era só você.
Pena que toda essa consciência dramática só apareça quando você já pulou, pouco antes do nada eterno ao atingir o chão.
TUM.
Escrever baboseiras sem sentido aparente em um papel não lhe faz um escritor mais do que ir a garagem faz de você um carro. Byron bem que sabia que uma caveira de vinho faz com que qualquer coelho com caneta na mão comece a contar vantagem.
Talvez não seja a vontade que atraia a maioria das pessoas, mas a necessidade, necessidade de quando você vê sua mão desenhando letras por conta própria em um papel rabiscado.
Porque, afinal de contas, ninguém dará atenção a isso quando a ressaca passar.

domingo, 11 de março de 2012

Como um velho conhecido você chegou, tomou a minha mão e me abraçou, sentou do meu lado e ali ficou. Com convicção se formou na minha vida, e transformou minhas feridas, deicando exposto um rosto em dor. Disse que para sempre irei ser grato, sem me esquecer jamais, o bem que você me fez, e merece muito mais.Sem nenhuma palavra de demora, se apressou e contou a sua história, que na memória me sumiu. Sem eira nem beira, com documentos, aguardei calmamente pelo momento, em que o ônibus partiu.
Só não sei qual era seu nome.
Sabe quando você pensa que é o único a ver, a sentir, a pensar nessa pessoa dessa maneira assim?
Especial, única, inegualável, e impalpável, seus olhos percorrem com rodeios os pedaços de curvas sem fim.
seu coração protesta, salta, chinga, manifesta, por fazê-lo sofrer sem a esperança de um sim.
Sua língua áspera e brusca passa nos seus lábios, e te vêm a mente novamente, que ninguém vai cuidar tão bem quanto você, daquela boca carmim.
Deixa a imaginação correr solta e vibrar, continuar a descer o desenho cuidadosamente a mostra sob a calça cetim.
Mas te digo, meu amigo, uma desilusão mirim.
O mundo é cruel e você é so mais um.


FIM

Prisão sem grades

Caminhar nem sempre é bom, faz pensar. E pensar é um exercicio perigoso, e cruel. Enquanto se caminha, principalmente quando não há nada ao nosso redor, os pensamentos vagueiam soltos, sem rumo definido,perdemos o controle de nossa mente e somos jogados dentro de uma prisão sem grades.
Somos obrigados a encarar nossos erros e enfrentar o passado, o qual tentamos nos convencer que há muito estava enterrado.
Sentia meus pés na areia, andando ao ritmo das ondas do mar, esperando a cada passo um cansaço que não chegava, uma desculpa para mudar de direção e refazer os passos por onde tinha acabado de percorrer, e deixar de uma vez por toda enterrado em uma confusa e remota lembrança, a qual tinha aprendido, com certo custo, a ignorar. Não é facil admitir que se cometeu um erro por orgulho e achar uma trilha para redenção.
O vento que jogava meus cabelos para trás e areia nas minhas pernas tornava cada passo uma provação para o próximo.
Aos poucos pessoas começavam a ser visíveis conforme me aproximava da cidade, deixando para trás pegadas na parte deserta da praia.
Me sentei perto das pedras e olhei, vasculhando, torcendo para nao encontrar o que tinha andado tanto para procurar, soube que não tinha tido tanta sorte ao sentir em meu ombro uma mão hesitante, e olhando para cima, vendo o sorriso tímido que a acompanhava, o qual tinha passado tantos anos tentando evitar.
Sorrio de volta e faço um gesto, convidando para que sente ao meu lado, pedido ao qual prontamente acata.
O silêncio é a melhor maneira de se falar muitas coisas em pouco tempo, e pelo menos isso é inevitavelmente sincero em qualquer ocasião.
Viro-me para o lado e encontro um olhar insistente em minha direção, com um rosto trêmulando, hora para mim, hora para o mundi.
Um sorriso teima em aparecer em meus lábios e as palavras escapam antes que eu tenha oportunidade de segurá-las.
-Quem te vê me encarando assim, até pode pensar que vc me quer e sest acom medo de levar um fora.
Seu rosto se abre em um sorriso e começa a se aproximar devagar. E só nesse momento, entendo que me sorriso...
-Sabe, seu medo se mostraria verdadeiro.
...era de puro escárnio.