terça-feira, 15 de setembro de 2015

E de todos textos

O teu é o mais incongruente.
Não enchergo no reflexo de teus olhos as respostas para minhas perguntas.
Mas as procura nas gotas finais do copo
Na borra do café.
Não pronuncio minhas duvidas sobre mim - sobre tudo- nem para mim mesmo.
Posso ser ouvido.
E é na hora mais sombria da noite
Que nas linhas se formam um rio de palavras
Perdidas e ineficazes.
de uma auto ilusão voraz com direito a todos os tipos de alucinações
Sendo a mais frequente de todas a temperatura do teu corpo
Em contraste com o gelo da minha alma.

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