sábado, 19 de maio de 2012

Talvez noites insones se tornem normais, e conversas inteligentes pareçam banais, mas sei que por mais tempo que passe não importando o que aconteça, são centenas de tatuagens cada palavra que nos dirigem.
Pode ser que o sol nasça vermelho, pode ser que a lua surja pelo avesso ou o amanhã acorde morto, mas sei que de tudo que passei por aqui levarei um pouco.
Que vão para o inferno os dias regrados, prefiro ser um ser miserável descuidado que aprendeu a sorrir. Foda-se a educação, expressão vale mais que frases organizadas perfeitamente nas normas da sociedade da língua portuguesa.
Pouco importa que não me escutem. Não ligo se virem minhas exclamações como uma revolta desmembrada, o que importa foi que falei, tentei, o que conta foi que lutei.
Talvez o amanhã não aconteça, mas sei que essas noites ficarão, talvez se percam no vazio, talvez virem um borrão distante de memória.
Mas sei, eu sinto, que ficarão, ao menos, na minha história...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Eu sei falar coisas bonitas, fazer promessas loucas, deixar tua voz rouca...
Consigo mostrar o que você não foi capaz de ver e te apresentar coisas novas até o amanhecer...
Posso ser o que você sonhou, fingir manhas e tecer brochuras para o seu mundo sem cor...
Só não me peça, na manhã seguinte, para falar de amor.
I don't want, no more people talking and talking around me about nothing and asking me why.
I want no judgements and fool promisses so weak like a silly dream.
I want the innocence of the fallen angels that don't know what they can.
Cause the true way of life is the one you want to live.
Forget about your soul, forget about the world.
All that matters right now is the collor of your panties.
Yes, all I wanted was see your body naked.
If you know what I mean.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Eu escrevo mas não porque gosto
Escrevo porque preciso
Escrevo porque me esqueço
Escrevo porque me afogo

Escrevo sem saber que palavras saem
Em retas tortas minhas frases se esvaem
Em uma profusão de palavras desconexas

Escrevo por compulsão
Por hábito ou diversão
Tanto faz
Escrevo para me livrar dos meus pensamentos em turbilhão
Escrevo para organizar minha mente em confusão
Posso te olhar
Também posso te tocar
Mas não no coração
Tão distante agora
Que quando sopro não ressoa

Quero te beijar
Mas se eu o fizer se que vou te perder
É complicada essa relação
Não entendo as regras mas tropeço por segui-las em seu encalço
Procuro as marcas mas não vejo seu passos
É o jogo do amor

Não vou ficar sempre a disposição da sua vontade
Não tenho paciência para joguinhos infantis
Aguardo ações abertas em vez de conversas discretas
Por isso é só você e sua mão esta noite.
Não, não peça que eu me torne mais cordato
Desculpe, mas você perturbou meu sonho
É que o sono dos loucos é sempre acordado

Sinto que te fiz pensar
É uma teia de erros, e os erros são meus
Mas o mundo da voltas e voltas, sempre a girar

Não queria toda aquela confusão
Te atrasei, te fiz perder a hora
Mas a culpa foi sua por ter buscado minha mão

Sei que não sou perfeito e nunca vou ser
Você verá quando chegar a hora
Que nunca me culpo pelo que vi...
Dos brilhos escolho o das estrelas
Duradouro e belo mas que acaba
Em uma morte lenta e definitiva
Sem deixar saudade, sem deixar marcas

De uma beleza escolho a da lua
Branca e límpida em um céu escuro
Que quieta, assiste a tudo
Sempre calma em sua não-vida

De um modo de agir escolho o das pedras
Quieta, imóvel, no rio ou mar
Que chora sozinha no mesmo lugar
Que deixa seguir, sem se abalar com a corrente
Eu gosto...
De palavras desnecessárias
De ações descabidas
De paixões fugazes
E do brilho de uma mente eterna.
Não suporto...
Quando você segue na direção contrária
E situações não resolvidas
E conversas desentendidas
E olhares sagazes
De quem tem a mente vazia
Viverei...
De todas as vidas, não uma precária
O sofrimento da despedida
O adeus de quem está de partida
O auê de corpos vorazes
De um "algo" que sempre se regenera