Viso tua face diante de mim, esquecendo tudo o que está a minha volta, residindo no fundo dos meus olhos o que minha alma já não se lembra, as imagens que minha mente já não chama.
Indo de um lado para o outro assistindo ao relógio a cada segundo perdoando mentalmente aquele atraso, preferindo levá-la em meu colo, do que obedecer a "ele".
Aspirando que chegasse logo para cuidar de ti, minha gata, aquele veterinário ingrato.
sexta-feira, 26 de março de 2010
[ ]
Aspirando o ar da noite e sentindo-o passar pelo caminho em direção ao meu pulmão, que já não precisa de ar.
Visando de volta a vida que perdi, ou ao menos tentando esquecer agora morar abaixo da terra.
Querendo desesperadamente ver o sol ir em direção ao céu todas as manhãs, chamando a humanidade para que levantem, e informar que há um novo dia. E que pode ser o escolhido para você pagar pelos seus pecados, preferindo nunca ter nascido a um dia ter sentido a felicidade, mais cruel dos sentimentos, ao qual todos os Homo Sapiens sempre desejam, que vem e vai sem dar explicações ou dizer Adeus, assim como a vida.
Não me lembro de ter recebido um aviso prévio de que iria morrer, pois se assim o fosse teria me apressado em fazer tudo o que sempre evitei por causa do carrasco arrependimento, ou quem sabe nem aqui estaria...
Quem sabe se assim tivesse feito estaria eu aqui fazendo companhia aos vermes que comem minha carne, desprezando meus ossos agoras inúteis, meus cabelos e minhas unhas que ainda crescem? Ah, quisera eu, presente ingrato, estar a conhecer o inferno ou paraíso do que passar por isso, pelo estado humano a que todos temem mais que tudo, mais que a verduga Morte, a Solidão. E na solidão de um caixão é a morte de um cataléptico.
"Do pó ao pó"
Visando de volta a vida que perdi, ou ao menos tentando esquecer agora morar abaixo da terra.
Querendo desesperadamente ver o sol ir em direção ao céu todas as manhãs, chamando a humanidade para que levantem, e informar que há um novo dia. E que pode ser o escolhido para você pagar pelos seus pecados, preferindo nunca ter nascido a um dia ter sentido a felicidade, mais cruel dos sentimentos, ao qual todos os Homo Sapiens sempre desejam, que vem e vai sem dar explicações ou dizer Adeus, assim como a vida.
Não me lembro de ter recebido um aviso prévio de que iria morrer, pois se assim o fosse teria me apressado em fazer tudo o que sempre evitei por causa do carrasco arrependimento, ou quem sabe nem aqui estaria...
Quem sabe se assim tivesse feito estaria eu aqui fazendo companhia aos vermes que comem minha carne, desprezando meus ossos agoras inúteis, meus cabelos e minhas unhas que ainda crescem? Ah, quisera eu, presente ingrato, estar a conhecer o inferno ou paraíso do que passar por isso, pelo estado humano a que todos temem mais que tudo, mais que a verduga Morte, a Solidão. E na solidão de um caixão é a morte de um cataléptico.
"Do pó ao pó"
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Causa Mortis
Leandro acordou calmamente e foi atirar uma água no rosto, se vestiu e foi ver como estava seu hóspede.
Decide ir ao quarto do amigo, já que este demorava a acordar
-Marcos acorda dorminhoco, já passa das dez.
Esperou alguns segundos, como não houve resposta se aproximou mais da cama dizendo.
-Anda rapaz, não se faça de surdo-Ao mesmo tempo em que dava um leve tapa na perna de Marcos. Não houve resposta.
Leandro pucha o lençol para deixar o amigo visivel, Marcos estava com a cabeça virada para baixo, enterrada no travesseiro, Leandro se aproxima e vira o homem de modo que seu rosto fique voltado para cima, seu amigo estava com o olhar vidrado, seus olhos não piscavam, uma fileira de sangue escorria pelo canto da boca, e ele não respirava, somente então Leandro percebe o abajur caido ao lado da cama, e o amigo já não respirava.
Desesperado sai porta a fora e grita o nome da irmã, Lucia.
Lúcia se aproxima e olha para o irmão
-Calma Leandro, o que aconteceu?
-O marcos cara, ele ta...morto!
-Meu Deus!
Lucia corre ao telefone e liga para o hospital.
-Alo, Dr.Henrique?
-Sim? Lucia?
-Sou eu, o sr poderia mandar alguem pra levar um cadaver pra patologia? Um amigo do meu irmão morreu...
-Outro? que coisa terrível! sendo médica você já não tem uma idéia da causa mortis?
-Não quis ver o cadáver...o Sr. se importaria de mandar alguém meio rápido?
-Não, não, claro que não, em 20 minutos alguem chega ai.
Passam 20 minutos e chega uma ambulancia com a sirene ligada, entram, recolhem o cadaver e falam com Lucia, depois se retiram, porém a sirene não mais está ligada, não há necessidade, quem está lá dentro não espera mais nada da vida.
Lucia volta pra sala e Leandro está no sofá.
-Lúcia eu to com medo.
-Porque leandro?
Lucia senta no sofá ao lado do irmão e envolve os ombros dele com os braços.
-2 pessoas já morreram aqui, Lu, e todos homens, da mesma idade, quem garante que eu não vou ser o próximo?
-Que é isso Leandro, o Paulo morreu de causas completamente naturais, ele teve uma convulsão seguida de um ataque cardíaco.
-A não sei não Lu, pra mim tem mais coisa nisso.
Lucia sai um pouco e conversa com o jardineiro.
-Bonitas flores as que você está na mão Thomas.
-São pra o defunto.
-Ah..pelo jeito você já soube a perda do Marcos
-Vi sim, grande perda, o rapaz era um bom sujeito.
-Era sim, muito bom, obrigada por recolher flores pra ele.
Lucia da um sorriso triste, sem ânimo, e volta para dentro de casa.
As noites se seguem, Leandro continua com a impressão que será morto, por vezes acorda com pesadelo e sentindo o cheiro de Lúcia, um perfume de violetas, que só a irmã usa.
Eles se reunem para tomar café da manhã.
-Lu, senti teu perfume de novo essa noite.
-A é? que doidera, deve ter sonhado.
-Ah, nem sei Lu, tipo, parecia tão real.
-Mas eu não entrei no teu quarto nem um dia.
-Sei...
Terminado o café Lucia pega o telefone e liga para o Dr.Henrique.
-Dr henrique? sou eu, Lucia, desculpa ta incomodando de novo
-Não tem problema Lucia, oq ue aconteceu?
-è o Leandro, ele anda com mania que vão matar ele, e diz que tá sentindo meu perfume no quarto dele de noite.
-Hum...sabe Lucia, isso pode ser depressão, dois amigos dele morreram em sua prórpia casa, e os dois com convulsões seguidas de um ataque cardíaco, isso pode ser um pouco assustador.
-Sim eu compreendo, mas sei lá, ele anda com umas dores no peito...to preocupada...
-è, se as coisas estão assim é melhor prestar atenção, antes que aconteça alguma coisa eu aconselharia ajuda médica.
-Eu sou médica, vou ver no que posso ajudar ele.
O dia passa e os dois vão dormir, durante a noite Leandro acorda sentindo o cheiro de Lucia.
-Lucia? é você que ta ai? se é fala alguma coisa Lu, to sentindo o teu perfume...Lucia?
Leandro tenta procurar pelo abajur e não encontra.
-Lúcia se eh voce fala alguma coisa Lu...ahhh
leandro sente uma dor muito forte
-que picada...
Leandro começa a não conseguir mais respirar, sente uma dor muito forte "Mas que porcaria, o que é isso? eu não consigo gritar, nem me mecher, isso ateh pareceu uma injeção.."
Leandro começa a se contorcer de dor, coloca a mão no peito e minutos depois morre, um fio de sangue escorre pela sua boca.
Na manhã seguinte depois que os médicos se retiram com o corpo do irmão Lucia com os olhos avermelhados sobe e entra no seu quarto, onde estava fazendo uma pesquisa e entra em outro comodo da casa, um outro quarto. Nesse quarto estão dispostos metodicamente, uma âmpoula, uma seringa, um vidro de perfume, e um catalogo de medicamentos, noc atalogo esta sublinhado "***, pode causar Convulsões, ataque cardiaco,..."
Lucia olha demoradamente para as coisas e se apóia na mesa.
-Dona Lucia, ta fazendo o que aqui com essas coisas?
Lucia se vira, o jardineiro esta na porta.
-Nada não Thomas, ja estou de saida.
-Ta não.
-Como assim não estou?
-A senhorita não percebe? Não poderia ter ficado satisfeita com as constatações do médico de ataque cardíaco? tinha que vir pesquisar e chegar ao meu quarto? a essa altura creio que até o diploma médico já achou, não posso te deixar continuar viva sabendo tantas coisas.
Nessa hora aparece a mão de thomas, que segurava uma seringa com algumas ml's da mesma substancia no pote, após uma breve luta consegue inserir a agulha em Lu, se abaixa calmamente e coloca a seringa nas mãos dela, muda de roupa, pega seu diploma médico, e se retira.
Decide ir ao quarto do amigo, já que este demorava a acordar
-Marcos acorda dorminhoco, já passa das dez.
Esperou alguns segundos, como não houve resposta se aproximou mais da cama dizendo.
-Anda rapaz, não se faça de surdo-Ao mesmo tempo em que dava um leve tapa na perna de Marcos. Não houve resposta.
Leandro pucha o lençol para deixar o amigo visivel, Marcos estava com a cabeça virada para baixo, enterrada no travesseiro, Leandro se aproxima e vira o homem de modo que seu rosto fique voltado para cima, seu amigo estava com o olhar vidrado, seus olhos não piscavam, uma fileira de sangue escorria pelo canto da boca, e ele não respirava, somente então Leandro percebe o abajur caido ao lado da cama, e o amigo já não respirava.
Desesperado sai porta a fora e grita o nome da irmã, Lucia.
Lúcia se aproxima e olha para o irmão
-Calma Leandro, o que aconteceu?
-O marcos cara, ele ta...morto!
-Meu Deus!
Lucia corre ao telefone e liga para o hospital.
-Alo, Dr.Henrique?
-Sim? Lucia?
-Sou eu, o sr poderia mandar alguem pra levar um cadaver pra patologia? Um amigo do meu irmão morreu...
-Outro? que coisa terrível! sendo médica você já não tem uma idéia da causa mortis?
-Não quis ver o cadáver...o Sr. se importaria de mandar alguém meio rápido?
-Não, não, claro que não, em 20 minutos alguem chega ai.
Passam 20 minutos e chega uma ambulancia com a sirene ligada, entram, recolhem o cadaver e falam com Lucia, depois se retiram, porém a sirene não mais está ligada, não há necessidade, quem está lá dentro não espera mais nada da vida.
Lucia volta pra sala e Leandro está no sofá.
-Lúcia eu to com medo.
-Porque leandro?
Lucia senta no sofá ao lado do irmão e envolve os ombros dele com os braços.
-2 pessoas já morreram aqui, Lu, e todos homens, da mesma idade, quem garante que eu não vou ser o próximo?
-Que é isso Leandro, o Paulo morreu de causas completamente naturais, ele teve uma convulsão seguida de um ataque cardíaco.
-A não sei não Lu, pra mim tem mais coisa nisso.
Lucia sai um pouco e conversa com o jardineiro.
-Bonitas flores as que você está na mão Thomas.
-São pra o defunto.
-Ah..pelo jeito você já soube a perda do Marcos
-Vi sim, grande perda, o rapaz era um bom sujeito.
-Era sim, muito bom, obrigada por recolher flores pra ele.
Lucia da um sorriso triste, sem ânimo, e volta para dentro de casa.
As noites se seguem, Leandro continua com a impressão que será morto, por vezes acorda com pesadelo e sentindo o cheiro de Lúcia, um perfume de violetas, que só a irmã usa.
Eles se reunem para tomar café da manhã.
-Lu, senti teu perfume de novo essa noite.
-A é? que doidera, deve ter sonhado.
-Ah, nem sei Lu, tipo, parecia tão real.
-Mas eu não entrei no teu quarto nem um dia.
-Sei...
Terminado o café Lucia pega o telefone e liga para o Dr.Henrique.
-Dr henrique? sou eu, Lucia, desculpa ta incomodando de novo
-Não tem problema Lucia, oq ue aconteceu?
-è o Leandro, ele anda com mania que vão matar ele, e diz que tá sentindo meu perfume no quarto dele de noite.
-Hum...sabe Lucia, isso pode ser depressão, dois amigos dele morreram em sua prórpia casa, e os dois com convulsões seguidas de um ataque cardíaco, isso pode ser um pouco assustador.
-Sim eu compreendo, mas sei lá, ele anda com umas dores no peito...to preocupada...
-è, se as coisas estão assim é melhor prestar atenção, antes que aconteça alguma coisa eu aconselharia ajuda médica.
-Eu sou médica, vou ver no que posso ajudar ele.
O dia passa e os dois vão dormir, durante a noite Leandro acorda sentindo o cheiro de Lucia.
-Lucia? é você que ta ai? se é fala alguma coisa Lu, to sentindo o teu perfume...Lucia?
Leandro tenta procurar pelo abajur e não encontra.
-Lúcia se eh voce fala alguma coisa Lu...ahhh
leandro sente uma dor muito forte
-que picada...
Leandro começa a não conseguir mais respirar, sente uma dor muito forte "Mas que porcaria, o que é isso? eu não consigo gritar, nem me mecher, isso ateh pareceu uma injeção.."
Leandro começa a se contorcer de dor, coloca a mão no peito e minutos depois morre, um fio de sangue escorre pela sua boca.
Na manhã seguinte depois que os médicos se retiram com o corpo do irmão Lucia com os olhos avermelhados sobe e entra no seu quarto, onde estava fazendo uma pesquisa e entra em outro comodo da casa, um outro quarto. Nesse quarto estão dispostos metodicamente, uma âmpoula, uma seringa, um vidro de perfume, e um catalogo de medicamentos, noc atalogo esta sublinhado "***, pode causar Convulsões, ataque cardiaco,..."
Lucia olha demoradamente para as coisas e se apóia na mesa.
-Dona Lucia, ta fazendo o que aqui com essas coisas?
Lucia se vira, o jardineiro esta na porta.
-Nada não Thomas, ja estou de saida.
-Ta não.
-Como assim não estou?
-A senhorita não percebe? Não poderia ter ficado satisfeita com as constatações do médico de ataque cardíaco? tinha que vir pesquisar e chegar ao meu quarto? a essa altura creio que até o diploma médico já achou, não posso te deixar continuar viva sabendo tantas coisas.
Nessa hora aparece a mão de thomas, que segurava uma seringa com algumas ml's da mesma substancia no pote, após uma breve luta consegue inserir a agulha em Lu, se abaixa calmamente e coloca a seringa nas mãos dela, muda de roupa, pega seu diploma médico, e se retira.
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