segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Desabafos de um Boemio

Parece droga, mas te vicia muito mais pesado.
Parece alcool, mas te embriaga mais.
Parece loucura, mas é só amor.

sábado, 21 de setembro de 2013

Autor desconhecido

Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país. E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade… Depois nos dá aceitação, ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa. Mas pessoas vão embora. As coisas acabam. Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos. Cuidemos deste agora. Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo. Segundos podem ser eternidades… ou não. Depende da ocasião.
Mas não existe recomeço sem um fim. E no final das contas, ninguém dá adeus, do amanhã não se sabe. Vai que um dia, numa determinada situação, em algum bar de esquina, nos encontraremos novamente?

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Postagem 2.0

Sempre que me vejo em algum lugar que já estive, largado a sorte para refazer o caminho, sinto um desespero eminente que toma conta, não tão aos poucos quanto eu gostaria, dou passos hesitantes, lembro dos prédios, das árvores, mas não os reconheço.
Tenho dúvidas se é minha memória que teima em falhar e sempre deixa escapar nuances, ou se a paisagem teima em mudar rápido demais. Mudam traços, tintas, pessoas, cheiros....
Onde ontem tinha cheiro de flores, hoje sobe o odor pesado da putrefação das folhas e algo mais. As árvores se desfazem, as pegadas, a tinta, eu me desfaço nesse segundo enquanto escrevo! Agora que notei, parece mesmo que conforme a tinta passa para o papel minha mão perde a cor, ganha novas manchas, já não sei se estou mais perto da vida ou da morte. Que seja então, que eu me desfaça lentamente, parte por parte, cada gota do meu juízo com toda a cor dos meus cabelos, desde que me reste, gotas, quando a cor do último fio se for.

Titulo 3.0

Esses dias tive uma longa conversa com uma lata de guaraná e meu cigarro. Estávamos em um longo assunto sobre o sentido da vida, o universo e tudo mais. Dai o guaraná veio com um papo meio light, que a vida era tipo zero, sem sal, sem açúcar, e tudo se resumia a buracos. O buraco das pupilas de quando falamos com alguem, o buraco de quando te fodem, um buraco de satisfação quando quem fode é você...e o puta do buraco de um sorriso quando está tudo bem. Daí o cigarro resolveu se meter, e falou, nem esquenta a cabeça, que de repente alguém te chupa e fica tudo bem. Foi nessa hora que tive duas revelações: Nunca mais chego perto de um guaraná e descobri porque não paro de fumar..

Titulo 2.0

A dor é tanta que ninguém me entende. Os amigos dizem que passa e o resto nem sonha. Nem você. A moça da novela percebe o que sinto, mas a dor dela não sai dos olhos e a minha vem da alma. É penetrante e corta. Mais que a facada na minha mão de um ano atrás. Ela me trouxe coisas boas que meu orgulho levou. A dor é tanta que nem a própria dor entende, afinal, ninguém entende a si próprio de qualquer maneira. Eu poderia gritar até minha voz não ser mais ouvida, chorar até sumir toda água do meu corpo e correr até minhas pernas desabarem.
Mas você ignoraria meu grito, não entenderia minhas lágrimas e nem todos os quilometros que minhas pernas aguentassem me levariam de volta ao seu pensamento.
Então sento e espero o dia que (e se) seus olhos vão se voltar para mim novamente.

Mais um.

- Tudo bem?
-Tudo (saudade, dor, desespero, tédio, quero fugir, quero correr de e para, estou confuso, perdido, preciso gritar) Nunca estive melhor. e você?

Outro titulo

Inspiração, você voltou!
A quanto tempo não nos víamos, socializávamos, faz sempre bem te encontrar por aqui, parece que consigo respirar de novo com você por perto, minha eterna noiva, que me traz vinho com letras.

Malditos titulos.

Odeio meio,
Coisas meio resolvidas, histórias meio contadas, palavras meio faladas.
O meio nunca está completo, faltam palavras, faltam lágrimas, falta o fim.
O meio do caminho é sempre a pior parte, não gosto de não saber o chão debaixo dos meus pés.
Só espero me surpreender dessa vez....

postagem

As vezes sinto que trabalho em um restaurante, são muitos pratos para comer.
Só lamento a falta de variedades: Se ver milho sai ciscando, abrindo a boca vem mugindo e se cair de quatro fica pastando.

domingo, 15 de setembro de 2013

Titulo

Não bebo por gostar, querer ou precisar, Bebo por que a cada gole, as pessoas ficam mais interessantes, menos vulgares, e mais inteligentes. Acho inclusive que bebida alcolica deveria ter seu nome mudado para antídoto contra . Bebendo todo mundo é PHD em filosofia e sex symbol mundial. Enquanto minha garganta queima, minhas narinas inflamam e meus pulmões apodrecem, absorvendo cada partícula de morte, que sinto alfinetar meu corpo. Sinto enquanto retira minha raivam e na minha teoria, minha vida. Ouvi alguém dizer certa vez, que cada cigarro que toco nos meus lábios é um dia a menos que tenho de vida. Se realmente for assim, deveria ter vivido até os 200.... saber que perdi tanto tempo de vida me deprime, então só me resta fumar mais. Voltando ao assunto do alcool, creio que é a única solução (?) só que se for assim, em vez de um copo, preciso do galão.

titulo

As vezes penso que sou como ferro....
Duro.
Porem amoleço com o calor.

Sem titulo

Se eu tenho vicios? Nenhum.
Apenas rotineiros e compulsórios.

Sem titulo

Odeio crises de falta de inspiração. Minha vontade de formar palavras desaparece. Quando seus olhos azuis retornam. As vezes acho que eles sugam toda minha criatividade para sua profundidade superficial. É estranho ver um par com tantas contradições aparentes. Se dizem livres, com sinceridade, vontade de viver. Mas quando as cortinas caem, as personagens se revelam, nossas ilusões se desfazem e os olhos azuis tornam-se opacos e sem vida.
Olhando desse ângulo, posso declarar, que as safiras se tornaram bolas de gude.