Leandro acordou calmamente e foi atirar uma água no rosto, se vestiu e foi ver como estava seu hóspede.
Decide ir ao quarto do amigo, já que este demorava a acordar
-Marcos acorda dorminhoco, já passa das dez.
Esperou alguns segundos, como não houve resposta se aproximou mais da cama dizendo.
-Anda rapaz, não se faça de surdo-Ao mesmo tempo em que dava um leve tapa na perna de Marcos. Não houve resposta.
Leandro pucha o lençol para deixar o amigo visivel, Marcos estava com a cabeça virada para baixo, enterrada no travesseiro, Leandro se aproxima e vira o homem de modo que seu rosto fique voltado para cima, seu amigo estava com o olhar vidrado, seus olhos não piscavam, uma fileira de sangue escorria pelo canto da boca, e ele não respirava, somente então Leandro percebe o abajur caido ao lado da cama, e o amigo já não respirava.
Desesperado sai porta a fora e grita o nome da irmã, Lucia.
Lúcia se aproxima e olha para o irmão
-Calma Leandro, o que aconteceu?
-O marcos cara, ele ta...morto!
-Meu Deus!
Lucia corre ao telefone e liga para o hospital.
-Alo, Dr.Henrique?
-Sim? Lucia?
-Sou eu, o sr poderia mandar alguem pra levar um cadaver pra patologia? Um amigo do meu irmão morreu...
-Outro? que coisa terrível! sendo médica você já não tem uma idéia da causa mortis?
-Não quis ver o cadáver...o Sr. se importaria de mandar alguém meio rápido?
-Não, não, claro que não, em 20 minutos alguem chega ai.
Passam 20 minutos e chega uma ambulancia com a sirene ligada, entram, recolhem o cadaver e falam com Lucia, depois se retiram, porém a sirene não mais está ligada, não há necessidade, quem está lá dentro não espera mais nada da vida.
Lucia volta pra sala e Leandro está no sofá.
-Lúcia eu to com medo.
-Porque leandro?
Lucia senta no sofá ao lado do irmão e envolve os ombros dele com os braços.
-2 pessoas já morreram aqui, Lu, e todos homens, da mesma idade, quem garante que eu não vou ser o próximo?
-Que é isso Leandro, o Paulo morreu de causas completamente naturais, ele teve uma convulsão seguida de um ataque cardíaco.
-A não sei não Lu, pra mim tem mais coisa nisso.
Lucia sai um pouco e conversa com o jardineiro.
-Bonitas flores as que você está na mão Thomas.
-São pra o defunto.
-Ah..pelo jeito você já soube a perda do Marcos
-Vi sim, grande perda, o rapaz era um bom sujeito.
-Era sim, muito bom, obrigada por recolher flores pra ele.
Lucia da um sorriso triste, sem ânimo, e volta para dentro de casa.
As noites se seguem, Leandro continua com a impressão que será morto, por vezes acorda com pesadelo e sentindo o cheiro de Lúcia, um perfume de violetas, que só a irmã usa.
Eles se reunem para tomar café da manhã.
-Lu, senti teu perfume de novo essa noite.
-A é? que doidera, deve ter sonhado.
-Ah, nem sei Lu, tipo, parecia tão real.
-Mas eu não entrei no teu quarto nem um dia.
-Sei...
Terminado o café Lucia pega o telefone e liga para o Dr.Henrique.
-Dr henrique? sou eu, Lucia, desculpa ta incomodando de novo
-Não tem problema Lucia, oq ue aconteceu?
-è o Leandro, ele anda com mania que vão matar ele, e diz que tá sentindo meu perfume no quarto dele de noite.
-Hum...sabe Lucia, isso pode ser depressão, dois amigos dele morreram em sua prórpia casa, e os dois com convulsões seguidas de um ataque cardíaco, isso pode ser um pouco assustador.
-Sim eu compreendo, mas sei lá, ele anda com umas dores no peito...to preocupada...
-è, se as coisas estão assim é melhor prestar atenção, antes que aconteça alguma coisa eu aconselharia ajuda médica.
-Eu sou médica, vou ver no que posso ajudar ele.
O dia passa e os dois vão dormir, durante a noite Leandro acorda sentindo o cheiro de Lucia.
-Lucia? é você que ta ai? se é fala alguma coisa Lu, to sentindo o teu perfume...Lucia?
Leandro tenta procurar pelo abajur e não encontra.
-Lúcia se eh voce fala alguma coisa Lu...ahhh
leandro sente uma dor muito forte
-que picada...
Leandro começa a não conseguir mais respirar, sente uma dor muito forte "Mas que porcaria, o que é isso? eu não consigo gritar, nem me mecher, isso ateh pareceu uma injeção.."
Leandro começa a se contorcer de dor, coloca a mão no peito e minutos depois morre, um fio de sangue escorre pela sua boca.
Na manhã seguinte depois que os médicos se retiram com o corpo do irmão Lucia com os olhos avermelhados sobe e entra no seu quarto, onde estava fazendo uma pesquisa e entra em outro comodo da casa, um outro quarto. Nesse quarto estão dispostos metodicamente, uma âmpoula, uma seringa, um vidro de perfume, e um catalogo de medicamentos, noc atalogo esta sublinhado "***, pode causar Convulsões, ataque cardiaco,..."
Lucia olha demoradamente para as coisas e se apóia na mesa.
-Dona Lucia, ta fazendo o que aqui com essas coisas?
Lucia se vira, o jardineiro esta na porta.
-Nada não Thomas, ja estou de saida.
-Ta não.
-Como assim não estou?
-A senhorita não percebe? Não poderia ter ficado satisfeita com as constatações do médico de ataque cardíaco? tinha que vir pesquisar e chegar ao meu quarto? a essa altura creio que até o diploma médico já achou, não posso te deixar continuar viva sabendo tantas coisas.
Nessa hora aparece a mão de thomas, que segurava uma seringa com algumas ml's da mesma substancia no pote, após uma breve luta consegue inserir a agulha em Lu, se abaixa calmamente e coloca a seringa nas mãos dela, muda de roupa, pega seu diploma médico, e se retira.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
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