Eu sabia que era no fim das contas um cão dos diabos.
Na falha dúvida, sempre pensei passar despercebido entre os sentimentos.
Agora me encosto na cama e tento passar tua alma e tua carne quentes para as minhas poesias frias.
Traduzir o colorido dos teus olhos no negro desbotado da tinta.
Descrever o brilho do teu sorriso no branco opaco do papel.
Tentar desenhar o contorno do sabor dos teus beijos.
Antes de notar, senti.
Antes de sentir, soube.
E antes de saber, te amei.
sábado, 31 de janeiro de 2015
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