12/10/2009
O dia começa como qualquer outro para Ana, a não ser pela consciência de ser dia das crianças. Ela, claro, já esta crescida demais para isso, mas sua irmãzinha não.
Os pais uma semana antes começam a correr atrás de presentes, Ana, com seus 16 anos observa e lembra como era boa essa fase em que não precisava se preocupar.
Durante o dia todo, absolutamente todas as atividades da casa são direcionadas para a pequena, porém a noite é cada um por si, a noite os monstros saem de debaixo da cama....
Sua irmã vai dormir, Seus pais saem para jantar e Ana sai para se divertir.
Vai até uma Festa na região,dança, bebe muito, se encosta numa cadeira por um tempo....
Chega em casa, seus pais não estão, o silêncio toma conta e uma atmosfera de hostilidade incrível contorna a casa, cada barulho é um sobressalto, seu coração está acelerado, não tem vontade de entrar em casa com as luzes apagadas, nossos maiores medos se constroem no escuro, onde há coisas que não podemos enchergar, há silêncio demais, corre para o quarto da irmã e nem séculos poderiam prepará-la para o que viu....Sangue por todo o lado, um corpo no chão, não se atreve a olhar o rosto do cadáver, só poderia ser o da sua doce irmã um pouco retraída e séria de 12 anos, os lençóis estão bagunçados, o batom rosa que usou para a festa jogado perto do corpo, jurava que estava na bolsa, mas deve ter esquecido de guardar e sua irmã pegou para brincar, coitadinha.... tao doce, tao ingenua...
Acorda, olha em volta, ainda está na festa, um de seus amigos sacodiam-na firmemente, deve ter bebido demais e dormido apesar da música alta, pega um táxi e resolve voltar para casa.
Entra em casa e começa a lembrar do sonho, mas não há nada de semelhante com o terror que sentiu nele, acende a luz e por precaução sobe as escadas em direção ao quarto da irmã, entra e segue para perto da cama, vê um volume nas cobertas e nenhum sangue....ainda bem.
Segue para perto da cama e pucha as cobertas para ver o rosto da irmã dormindo e...apenas travesseiros.
Se ajoelha ao lado da cama e procura pela irmã debaixo desta, nada olha em todos os lugares, sua irmã sumiu, se ajoelha na cama e se condena por ter saido em vez de ficar em casa...até que houve uma voz melódica e conhecida...
--Ana, estou aqui....
Sente o alívio invadir seu corpo, e logo depois uma pontada de dor, e duas mãos em volta do seu pescoço firmes, não consegue respirar, ela tenta mas o ar não passa, precisa de oxigenio, mas as maos prendem firmes a sua traquéia, debate-se, se contorce, luta pela vidam há sangue por todo lado, os lençóis estão desarrumados, puchou-os logo que sentiu a faca depois de ouvir a voz da sua doce irmã....
domingo, 11 de outubro de 2009
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