Não há segredo mais bem guardado
Do que o de quem sofre calado
Sem com os seus partilhar a dor
Com que conviveu em profundo torpor
Se a lua por acaso dado
De se apiedar de um filho seu
Não me farei de rogado
E dormirei como quem já morreu
Na noite não há controle
Quando em uma mente aberta
Pulpitam em valorosos fulgores
O sofrimento atroz de um poeta
E se no copo já não encontro
O alento de esquecer
Vou embora porta adentro
Junto ao teu corpo me aquecer
Não me julgue fulgaz interesseiro
Que se adentra por tuas cobertas
É verdade que no meu sorriso arteiro
Se esconde uma alma inquieta
segunda-feira, 26 de março de 2012
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